A Bibliotecária de Auschwitz | Uma lição de vida

Olá pessoal!

Depois de ler A Menina que Roubava Livros, acabei me interessando por títulos literários que tinham como cenário a Segunda Guerra Mundial, e foi ai que descobri A Bibliotecária de Auschwitz. A trama se passa em um campo de concentração familiar Nazista (Auschwitz- Bikenau), localizado na Polônia, e aí surge um dos enigmas do livro: porque esse campo em especial permitiram crianças? Porque permitiram que se fizesse um barracão de brincadeiras? A verdade não era algo que se pudesse alcançar em Aushwitz, e pra ser sincera não era algo com que as pessoas se importassem, só queriam manter seus filhos vivos. Mas isso não bastava para Dita, uma menina de 14 anos, muito curiosa e com um senso de verdade impressionante.

Ao decorrer do livro, em meio a tanta tristeza e morte, temos enfim um símbolo de esperança, oito livros, livros esses contrabandeados e escondidos, protegidos com a própria vida por Dita, que se empenhava em manter sua pequena biblioteca secreta para que as crianças pudessem por um instante sair daquela realidade tenebrosa. Ver como crianças tão pequenas e tão frágeis são capazes de manter um segredo contra a maior máquina de matar que foram os nazistas, me fez refletir o quanto muitas das vezes nos falta convicção para encarar pequenos obstáculos do nosso cotidiano.

bibliotecariadeauschwitz

Um outro ponto que me chamou atenção foi a forma com que os personagens encontraram para sobreviver, alguns adotaram a individualidade, outros até se tornaram “espiões ” para os nazistas e muitos outros deram a vida para proteger aqueles que nem conheciam, apesar das escolhas diferentes todos estavam voltados a um único objetivo: sobreviver! Isso me levou a pensar que talvez a concepção de certo e errado se perca quando estamos no limite, e foi ai que me emocionei mais uma vez, pois me imaginei passando pela mesma situação e me questionei que caminho seguiria, será que conseguiria ser tão forte? Essa pergunta me acompanhou durante toda a leitura.

Sempre me incomodei com a forma com que os romances são construídos, sempre tão surreais e extremamente dramáticos, mas em A Bibliotecária de Aushwitz a construção desse setor é diferente, tinha que ser diferente por se tratar de uma história baseada em fatos reais. Quando a vida está por um fio e cada segundo que passa respirando é como um milagre, o amor desenvolve um papel diferente, é mais do que o prazer de estar com outra pessoa, se torna a razão para se manter vivo, cria-se um propósito e reconhecer isso me fez olhar o amor com outra perspectiva.

Como podem perceber, A Bibliotecária de Aushwitz é uma trama completa, abrange debates de diversos setores e sua situação histórica nos da uma visão  ampla sobre temas que não costumam se abordados com tanta clareza. Após o desfecho da história o leitor conta com dois capítulos extras, o primeiro é uma narrativa de como o autor conheceu Dita Kraus e a experiência de ouvir pessoalmente a história dessa mulher incrível e o segundo é um anexo com dados sobre a vida de alguns personagens, tornando essa obra  essencial para os apaixonados em história.

Nota de curiosidade

Na primeira noite de Dita no campo Bergen-Belsen, ela se depara com a uma menina doente que infelizmente não resiste e acaba falecendo durante a madrugada, mais tarde essa menina seria conhecida por seu diário “O Diário de Anne Frank”.

Nerd: Lais

Digiescolhida, filha de Poseidon, apaixonada pelo Darth vader e louca por livros.

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