iBoy: o nome não faz jus ao filme

Fala Khalasar, beleza?

Uma garota cresceu. Bom, garotas e garotos sempre crescem (tá, nem todos), mas estou falando especificadamente de uma garota que aprendemos a amar nas terras de Westeros: Maisie Williams.

Alguns atores sofrem para se desligar da imagem de personagens icônicos, e isso fica mais difícil para as crianças. Maisie, assim como Sophie Turner, Isaac Hempstead-WrightJack Gleeson, entraram muito novos em uma das maiores séries já realizadas, e a detentora do maior número de Emmys. Isso por si só já poderia causar a “maldição”.

Muita gente não consegue separar o personagem do ator, e quando se tratam de crianças que crescem com seus personagens, parece que tudo fica mais complicado.

Sophie sofreu com isso em X-Men Apocalypse, e se saiu bem, apesar de alguns comentários dizendo que viram  “Sansa Stark com poderes“. Eu pessoalmente não acho isso, mas ela terá ainda muitas outras oportunidades para mostrar a bela atriz que vem se transformando.

iboy maisie williamsAgora é a vez de Maisie. Claro que ela já havia feito outros trabalhos (só em 2016 foram 5 filmes), mas estar em uma produção da Netflix, que está apostando pesado nos seus trabalhos, é definitivamente dar a cara a tapa. E devo confessar que uma garota não é mais uma garota.

No filme ela interpreta Lucy, e nos faz esquecer completamente da personagem que alavancou sua carreira. Ao lado de Tom (Bill Milner), Maisie prende a atenção da primeira a última cena. Claro que não posso dizer que ao ver a garota pela primeira vez, dentro da sala de aula, concentrada, com roupas modernas, dá uma pequena tela azul no cérebro e você pensa: “Arya???”

Mas é isso. No primeiro diálogo de sua personagem fica nítido o quanto ela se dedicou para construir bem essa personagem e se desvincular do sobrenome Stark.

A trama do filme ajuda em muito nisso. Aliás, o enredo é algo que gostei muito (apesar da gigantesca viagem sci-fi), fazendo o expectador se perguntar o que faria no lugar daquele garoto que pode controlar (virtualmente, haha) tudo. Deixando detalhes técnico de fora (não adianta, quem é formado em computação vai tentar buscar por erros), é muito bom poder viajar junto no aprendizado de Tom com seus “superpoderes”. Me arrisco a dizer que mesmo sendo muito forçado tecnicamente, é possível buscar explicações plausíveis para a maioria das coisas mostradas, até mesmo o poder de gerar emissões de ondas em frequências absurdas (visto que é um celular que se funde ao seu cérebro, teoricamente ele poderia fazer a conversão em várias frequências).

iboy tom

Acredito que o mais difícil mesmo é entender que um smartphone daria toda aquela capacidade ao garoto. Tudo bem que o computador que nos levou pra lua não tem nem 1% da capacidade de um celular moderno, mas até parece que ele foi fundido a um supercomputador.

Detalhes a parte, o visual é incrível e o melhor de tudo, as situações criadas por Tom são fabulosas! O que mais incomoda no filme é o nome: iBoy! É tão ruim, que até mesmo o roteiro tira sarro. Tudo bem, eu sei que é baseado em um livro, mas isso não faz o nome não ser ruim! Vende? Vende, mas é ruim. Se um iPhone é capaz de faz tudo aquilo, Apple: mande um pra cá agora!

De qualquer maneira, apesar do nome, ASSISTA iBoy! É divertido e faz você pensar em como o ser humano pode ser escroto, em qualquer idade. E deveria ter uma garota lá, mas não tem. Graças aos 7!

Nota-do-crítico-4

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Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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