Little Boy e a Fé que move montanhas

Fala Khalasar, beleza?

Resolvi assistir esse filme naquele clima de: “ah, parece ser bonitinho, a história de um garotinho que espera a volta de seu pai da Segunda Guerra Mundial. Vai ter uma draminha e vai ser bom pra fechar a noite.

É um filme que sobre a relação entre pai e filho, de como um mundo pode ser transformado e imaginado de uma forma muito mais bonita quando você tem alguém que ensina a ver as situações sob perspectivas diferentes.

little boy 01Isso bastaria pra ser um bom divertimento, mas o filme se aprofunda e mostra o que acontece quando você fica sem essa pessoa, e se os ensinamentos passados criaram raízes suficientes para continuar enfrentando os desafios. Mostra também que é possível sempre continuar aprendendo novas perspectivas através de pessoas que, a princípio, não têm nada a ver com o seu mundo.

O pequeno Jakob Salvati interpreta Pepper, mais conhecido como Little Boy, por ser pequeno demais para sua idade, o que causa perseguição por parte dos clássicos valentões de plantão.

O que mais me atraiu no filme foi a abordagem sobre como o preconceito pode surgir: Little Boy, apesar de ter passado grande parte de sua vida com seu pai que o influenciou para “não ir para o lado negro da Força“, como todo garoto (de qualquer idade) procura aceitação do seu grupo. No seu caso, de seu irmão, London.  Este que também está em fases de transformações, por ter que assumir o posto de homem da casa, além da velha e linda aborrecência.

Algo que pode passar despercebido por quem não morou / mora nos EUA, é que rolou uma treta bem maligna contra os japoneses que possuíam residência em terras do Tio Sam durante a Segunda Guerra, mesmo que esses provassem sua “lealdade”. Através do personagem Hashimoto, interpretado pelo eterno Shang Tsung, Cary-Hiroyuki Tagawa, esse ódio contra os nipônicos é denunciado abertamente.

Além disso, existe ainda o lado do “acredite em si mesmo” ou “acredite em algo maior”. Gostei como trabalharam o conceito de “fé do tamanho do grão de mostarda“. Deixando de lado o aspecto religioso disso, mas se apegando ao acreditar verdadeiramente, ter uma fé inabalável de que aquilo que se deseja já FOI conseguido, mesmo que você ainda não tenha visto.

Um filme com muitos elementos da Sessão da Tarde (e não me entendam mal, eu amo muito filmes de lá) que consegue informar e educar, deixando de lado certas influências tendenciosas.

Nota-do-crítico-3

Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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