Planeta dos Macacos se mostra uma trilogia linear e eficiente

Em 2011, Planeta dos Macacos – A Origem era um filme fadado ao fracasso: parecia uma ideia oportunista em pegar uma franquia já esquecida em uma nova trilogia e que a criatividade de Hollywood realmente havia chegado ao fim. Mas ele se tornou um dos blockbusters mais interessantes daquele ano, foi um grande sucesso de público e crítica e derrubou grandes promessas como Lanterna Verde e Cowboys & Aliens.

Três anos depois a sua continuação, Planeta dos Macacos – O Confronto consolidou o brilhantismo do primeiro filme e agora, em 2017, a trilogia se fecha em Planeta dos Macacos – A Guerra.

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Essa trilogia se mostrou linear e decidir qual é o melhor filme dos três se torna uma escolha mais emocional do que racional e o que vemos aqui é um mundo pós-apocalíptico, devastado e que os macacos praticamente dominaram tudo, exceto pela resistência humana em forma de exército, que vê na morte dos primatas como a única salvação para a humanidade.

Planeta1O que esta franquia deixa claro desde o primeiro filme é que tudo poderia ter sido evitado se não fosse a arrogância humana, inclusive neste filme, no meio da guerra, onde sabemos o desfecho e a consequências, mas o que vale aqui é a jornada: antes dos acontecimentos do clássico de 1968, o exército norte-americanos exterminou vários primatas e os usou em regime de escravidão, ou seja, muito parecido com o filme dos anos 60 mas invertendo os papéis.

Este é o filme da trilogia que mais se assemelha com o filme estrelado por Charlton Heston.

Todo esse clima sombrio e pessimista é retratado também na Trilha Sonora de Michael Giacchino, que é praticamente um personagem do filme e merece uma indicação ao Oscar.

O que também merece ir ao Oscar 2018 são os maravilhosos Efeitos Visuais, não apenas o CGI contido e eficiente, mas também a já aclamada captura de movimentos que foi um dos pontos altos da franquia.

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Andy Serkis arrebenta como sempre interpretando seu Cesar, sobretudo em suas expressões faciais e todo o elenco de apoio está mais real do que muitos seres humanos.

Planeta4Quem também arrebenta por aqui é Woody Harrelson como o antagonista e Coronel do exército na guerra contra os primatas. Ele se apresenta como um líder implacável e se mostra sempre imponente perante Cesar e, conforme o filme avança, mais o público entende as motivações do personagem. Há um monólogo no terceiro ato protagonizado por ele que é arrebatador e hipnotizante.

O diretor Matt Reeves mostra novamente que sabe trabalhar em um grande blockbuster e que sabe dirigir atores. Considerando a sua visão de mundo sombrio e pessimista, é mágico imaginar o que ele fará no novo filme do Batman.

Planeta dos Macacos – A Guerra é ótimo, porém não é perfeito: há um prólogo desnecessário no início que praticamente “desenha” o contexto histórico, além de um início de 2º ato mais longo do que o necessário. Foi o único momento do filme que nota-se a longa duração.

Mas, apesar dessas ressalvas, Planeta dos Macacos – A Guerra é um grande espetáculo visual, de roteiro e personagens e das trilogias mais notáveis do cinema. É um blockbuster de verão que faz pensar e refletir.

De quantos filmes podemos dizer o mesmo?

Ah, você pode conferir o que a Triz achou do filme, no vídeo abaixo:

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Nerd: Raphael Brito

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