Reid Scott, Gary Cole e Sam Richardson falam sobre a temporada 6 de VEEP

Fala Khalasar, beleza?

Nem só de Game Of Thrones vive a HBO, até porque lá rola muito mais morte do que vida né?

Mas a TV por assinatura do Oooooooooooooooooooooohhh, tem muitas outras séries espetaculares e entre elas está a aclamada VEEP, que estreou a sua temporada 6 no dia 16 de Abril! Recebemos com exclusividade uma entrevista com 3 atores da série: Reid Scott (Dan Egan), Gary Cole (Kent Davison) e Sam Richardson (Richard Splett).

Segue abaixo a conversa, que contou com a tradução da Evelyn Trippo e a assessoria da Andresa Viana!

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Selina e sua equipe sofreram uma grande mudança no final da última temporada, quando ela perdeu o cargo. Como serão as coisas para os personagens de vocês daqui pra frente?

Reid: No final da quinta temporada, o Dan estava tentando iniciar uma carreira como apresentador de telejornal. As coisas não estavam indo bem com a CNN, mas ele acaba recebendo uma oferta da CBS, como vemos no último episódio. Então é isso que ele está tentando fazer na sexta temporada.Ele é um dos apresentadores do CBS This Morning, e fazendo um trabalho pra lá de fantástico. Pela primeira vez na vida, ele é bom em algo.

Sam: No final da quinta temporada, tem uma cena entre o Richard e a Selina, onde ela desabafa com ele. É muito emocionante. Então, no começo da sexta temporada, o Richard está trabalhando muito próximo à ex-presidente – ele está orbitando em volta dela.

Gary: Não sei o que ele achou que ia acontecer quando as coisas se complicaram na administração no final da quinta temporada – ele estava considerando a ideia de vender livros. Não sabemos o que aconteceu de lá pra cá, mas sabemos que alguma coisa muito ruim aconteceu, e ele acabou indo trabalhar para o Jonah. Ele faz para o Jonah basicamente a mesma coisa que fazia para a Selina.

 

Quando as coisas vão por água abaixo desse jeito, com uma grande equipe dessas para lidar, todo mundo tem que ser incrivelmente ágil para se acostumar a uma nova realidade rapidamente. Nesse sentido, de sempre ter que ser adaptável, é como se fosse um pouco como atuar?

Gary: Em um ambiente como esse, você está em contato próximo com muitas pessoas, trabalhando juntos pelo mesmo ideal, sem saber quando tudo pode acabar. E então, de repente, sem que nada possa ser feito para evitar, tudo acaba, e todo aquele ambiente acaba junto.Pode ser que você continue amigo de algumas pessoas, mantenha contato com elas, mas muitas vezes elas somem da sua vida e você entra em outro ambiente com novas pessoas, circunstâncias e objetivos – é como começar tudo do zero. Essa é uma das coisas que eu gosto sobre atuar.

 

Não é uma surpresa o Dan descobrir que era um bom apresentador de jornal, já que na verdade é um jogo bem parecido com o que ele já fazia, não é?

Reid: Ah, sim, bem parecido.E essa é uma das coisas da qual estamos tirando sarro, pois ele acredita ter feito uma grande mudança em sua vida ao seguir a carreira na indústria jornalística, para a qual ele parece ter sido feito, mas ele não está preparado para ver como toda a situação de traições e competição se parece com o mundo da política. E também tem o fato de ele estar contra tantas pessoas iguais – todos nesse negócio são como o Dan. Todos são maquiavélicos, tentando chegar ao topo de qualquer maneira.

Acho que, sabe, em nossa área, há pessoas que realizam trabalhos muito específicos, como a parte das câmeras, do som, coisas do tipo, e eles, tipo, querem ser os melhores no que fazem. Na política, a coisa também é assim: tem o cara que é o bambambã da diplomacia, outro sabe tudo sobre lei constitucional, e todos eles querem chegar ao topo. Mas aquele cara talentoso atrás das câmeras, assim como os políticos que dão as caras por aí, só quer ser o melhor que puder ser no que faz. Não importa que droga eles estejam fazendo, eles só querem, e é nisso que Dan acredita.

 

Noticiários e programas informativos não são vistos como jornalismo de verdade – são mais como programas de entrevistas.Você teve que assistir a mais noticiários do que normalmente assistia para pegar o jeito da coisa?

Reid: Quando eu fiquei sabendo que essa seria o novo enredo, eu fui atrás de alguns momentos clássicos para assistir, como a saída de Ann Curry e toda a confusão em que ela se meteu ao vivo, e como o Matt Lauer foi frio numa situação dessas. E aí eu assisti a algumas coisas mais sérias, como as pessoas que tiveram que noticiar o ataque de 11 de setembro enquanto ele acontecia – porque eu faço parte do jornal matinal, no qual normalmente você está falando de coisas como filhotinhos de cachorros, assuntos políticos leves e receitas, e de repente você tem que cobrir o 11 de setembro.

Então, depois de relembrar alguns dos casos de noticiário mais famosos, eu tomei a decisão de não assistir a mais nada do tipo. Eu não queria copiar nada, não queria ser muito influenciado. Não queria que fosse como se eu estivesse imitando alguém. Espero que tenha funcionado – eu tive que inventar minha própria versão para o papel.

 

Deve ter sido um alívio não assistir a nada disso. Alguns desses shows são como ter uma enxaqueca o tempo todo…

Reid: Ah, meu Deus, sim.Pra começar, eu não assisto a muitos desses programas matinais.Eu tento ler as notícias ao invés de assisti-las, porque virou algo muito comercial. E nós falamos sobre isso na série, também, sobre o fato de as notícias mudarem quando são faladas por rostinhos bonitos. Eles podem distorcer qualquer coisa. Mas, quando a notícia tem que ser lida, é claro que você está tendo acesso a uma versão editorial daquilo, ainda sob o ponto de vista de um jornalista, mas eles não estão tentando te convencer de nada.

 

Essa é uma das coisas que eu acho que o The Newsroom faz tão bem, mostrando a natureza polarizadora dos noticiários, principalmente quando o assunto é política. Eles não buscam maior compreensão de ninguém…

Reid: É programa de TV como qualquer outro.

Sam: Exato, é entretenimento.Uma das minhas coisas favoritas sobre o The Newsroom foi a ideia de que, durante as notícias, se você removesse os anúncios, se fosse ilegal anunciar durante as notícias, nosso mundo seria diferente, já que os telejornais passam no horário nobre ou pela manhã.

 

O que mudou para o Richard agora que ele trabalha para a Selina? É diferente pra ele trabalhar para uma mulher, comparado a trabalhar para um homem?

Sam: Richard é um grande idealista, então com certeza a resposta dele seria que sim, é diferente, mas só porque as roupas deles são diferentes, e no senso básico de que eles são, bem, de gêneros diferentes.Mas, na verdade, não muda nada, tanto no mundo em que Richard existe quanto no meu.Quer dizer, Julia é nossa líder.

 

Vocês começaram a gravar essa temporada no final da corrida presidencial, e filmaram durante um dos momentos políticos mais turbulentos da nossa história atual. Como vocês fizeram para sair da loucura da vida real e entrar na loucura de Veep?

Gary: Bem, eu… Eu acho que a maneira como a série tem sido escrita dá conta disso, porque sempre foi um mundo à parte. Não há conexões com a realidade, com políticos de verdade ou presidentes que vieram depois de Ronald Reagan. Nunca teve nenhuma menção de Republicanos ou Democratas.Então, eu sempre imaginei os personagens da série como se olhasse para o mundo através de lentes muito menores. Eles querem sobreviver ao dia que estão vivendo. E garantir que, em certo ponto, quando estávamos todos juntos na Ala Oeste, ela se saia bem.

Reid: Como você disse, a política está por toda a parte agora – não dá pra ter uma conversa sem tocar no assunto, e é claro que no set de filmagens nós falamos sobre política – nós conversamos sobre algo que vimos no noticiário.  A gente não cita as manchetes exatamente, mas acabamos nos deixando influenciar um pouco. Mas pra mim, de um modo esquisito, é como se eu tivesse que exorcizar alguns desses demônios da política.É possível tirar isso do seu sistema.Você pode assistir ao noticiário, ficar irritado, e então você pode ir pro trabalho e fazer piada disso.E ver o lado idiota dessa política que te deixou tão chateado.Na verdade, eu não sei como pessoas que não trabalham em uma série sobre política lidam com isso.

Sam: Uma coisa que eu queria falar é que eu sinto que nossa série humaniza a Casa Branca. E que a realidade política está tão surreal e bizarra que parece que nossa série é que é a realidade.

GaryJá foi dito por um monte de pessoas desde a eleição, e até mesmo antes disso, que satirizar a política já é uma coisa fútil. Não dá pra você fazer uma piada maior do que toda a bizarrice que está acontecendo de verdade. Dá pra criar seus próprios personagens inspirados nisso, como o SNL está fazendo, e eu acho que eles estão fazendo um ótimo trabalho.Mas o comportamento deles não parece menos inacreditável do que o que vemos passando na TV.

Reid: E é por isso que eu acho essa temporada tão inteligente, pois ela dá um passo para trás para abordar isso de uma forma mais fragmentada. Aborda mais sobre a vida pessoal dos personagens.

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Nerd: Carlos AVE César

EXAGERADO! Jogado aos seu pés, eu sou MESMO EXAGERADO! Filho único, egoísta, mimado e mal-humorado. Produtor de Eventos, Engenheiro de QA e butequeiro! Buscando CONHECIMENTO, com cachorro-quente e guaraná. Também sou a personificação da Vingança! Twitter: @ONovoNerd Facebook: http://www.facebook.com/carloscesarcarvalho

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