Sangue, morte e palavrões! Poderia ser GOT, mas é só Castlevania no Netflix

Acerto e Netflix hoje em dia são quase como sinônimos. Elogiá-la seus produtos originais chega a ser “chato” – por mais que atualmente venha tomando atitudes um tanto quanto questionáveis, o sucesso de seus lançamentos é inegável. E mais uma vez ela mandou bem: ainda que não seja um produto seu, Castlevania é um super acerto – mesmo tendo alguns pontos que merecem ressalvas, a qualidade é visível.

 

Mas é igual ao jogo?

Tomando como base a história de Castlevania III: Dracula’s Curse, um jogo de 1990, então já podemos entender que a trama não seria das mais elaboradas. Mas para isso, temos a “mãozinha” da Netflix para deixas as coisas um pouco mais interessantes. O personagem principal desse começo é Trevor Belmont, o remanescente de uma família caçadora de criaturas das trevas que foi excomungada e perseguida pela igreja, por isso nosso “herói” – com muitas aspas – tenta se manter oculto, até um dia acabar parando numa cidade assolada pelas hordas do aterrorizante Conte Drácula, que tem como único objetivo exterminar toda a raça humana.

Tendo esta premissa, a trama gira e aprofunda muito a personalidade dos personagens – e isso que faz os episódios serem muito bons. Trevor é um personagem muito carismático, a definição total de “anti herói”, mesmo tendo todo aquele clichê de “eu não me importo com nada”, tudo se torna compreensível e bem leve com todo o carisma do personagem. Apesar da ótica central da história ser a luta do “bem contra o mal” a Netflix consegue dar um peso e uma profundidade um pouco maior, dando questão acerca da humanidade, busca pelo poder e conflitos de religião/crença.

 

Mas e os grafic…quer dizer, o traço?

A arte me lembrou muito a de One Punch Man, juntamente da sua animação em cenas de ação e luta – então vocês já podem imagem que é de altíssima qualidade! Mas o que realmente impressiona é a violência gráfica: não esperem troca de câmera, escurecimento de tela nem nada do tipo para esconder desmembramentos, vai ter gente sendo cortada ao meio, olho sendo arrancado e até chuva de sangue – e na mais alta qualidade! Então, fica o aviso, essa animação NÃO É PARA CRIANÇAS NEM PESSOAS MAIS SENSÍVEIS. A trilha, apesar de não ser a dos jogos – que é primorosa – é original e muito boa.

 

Nem tudo são flores…

Apesar da série empolgar bastante, acaba sendo um mega balde de água fria ter apenas 4 episódios. Sim, só isso, apenas. Fica a sensação de que foi um lançamento apressado, porque a história começa a engrenar e acaba… E teremos a continuação apenas em 2018! Isso, apenas em dois mil e fucking dezoito! É muita sacanagem! O risco que a série acaba comprando é de ser “esquecível”, pois temos apenas 4 episódios curtos, com a apresentação dos personagens, e aí um gap de um ano. Esperamos que isso não ocorra.

Castlevania foi uma grata surpresa da Netflix, com certeza agradando aos mais puristas e, também, trazendo um novo fôlego para uma galera mais nova, afinal, foi uma apresentação totalmente diferente do que temos nos games. Apesar desse lançamento questionável de apenas 4 episódios, a série tem tudo para emplacar – assim esperamos!

Nota-do-crítico-3

 

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Nerd: Leandro

Padawan de jornalista, 25 primaveras e acredita que todas as Tekpix são na verdade Decepticons à espera de uma ordem da Skynet para acabar conosco!

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